Aulas particulares: séries iniciais e ensino fundamental. Química, Física, Biologia e Inglês para vestibulares.
Português e Matemática para concursos.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia do Conto: O ursinho chorão

Quando Cláudia chegou à casa de Maria, ela brincava com o seu ursinho de pelúcia.

- Que gracinha! – Cláudia se admirou. - Como é o nome dele?

- Ih, Cláudia, sabe que ainda não sei? – Maria respondeu, passando a mãozinha na cabeça.

- Por que não chama ele de Marquito?

- Marquito? Marquito?... Não. Marquito é um nome sem graça.

- Chama ele de Leão, então.

- De Leão... De Leão também não.

- De... Tigre!

- Também não. Meu ursinho é manso e Tigre não é manso.

- Ah, já sei! De... Não sei nada não. Esqueci.

- Acho que vou chamar ele de Bíli.

- De Bíii-li?

- É.

- Por quê?

- Ah, porque gosto desse nome.

- Mas Bíli não é nome de urso.

- É sim. Mamãe falou assim que é. Ela contou que já teve um urso de nome de Bilu. Daí troquei o u por i. Não fica bom?

- Não sei não, mas, já que você quer assim... Vamos brincar com o Bíli?

- Vamos!

 

Brincaram, brincaram e brincaram a tarde toda, sem se cansar.

Mais tarde, depois que Cláudia tinha ido embora, na hora do banho quis levar Bíli para a banheira, mas sua mãe não deixou.

- Ursos de pelúcia não tomam banho, Maria.

- Meu ursinho gosta de tomar banho sim, mãe.

- Eu sei, filha. Mas ele não pode entrar na banheira porque é de pelúcia. Se entrar, vai ficar encharcado.

- Então você me espera lá no quarto, viu, Bíli?, que eu já volto – disse Maria para o ursinho e o deixou no quarto.

Já estava quase saindo quando se surpreendeu com o ursinho que caminhava na sua direção.

- Oh, Bíli, teimoso! Por que não ficou quietinho onde o deixei? Eu não deixei você lá no quarto, por que saiu?

Ralhava brava com o ursinho, mas o ursinho não respondia. Somente chorava. Ela, então, pegou-o no colo e o agradou.

O ursinho dormiu. Ela, bem devagarzinho, deitou-o na cama para que não acordasse e depois saiu de mansinho do quarto. Mas não demorou muito e ele começou a chorar.

Ela voltou. Agradou-o de novo. Como ele não dormia, gritou:

- Ursinho chorão!

Daí ele dormiu.

A mãe chamou-a para jantar. Preocupada com o ursinho, sentou-se na cadeira e foi logo dizendo:

- Bíli vai dormir sem comer nada... que pena... acho que vou dar comida pra ele depois, de qualquer jeito...

- Ora! Quem foi que disse que urso de pelúcia come? – perguntou o Sr. Leocádio, já bastante irritado. – Trate logo de comer, Maria, porque sua comida está esfriando!

- Papai, então o senhor não acredita que o meu ursinho come? Ora, papai! Ele anda, chora, dorme...

Agora mesmo ele estava chorando lá no quarto.

Maria explicava para o pai inutilmente. Ele não acreditava nela. A mãe não acreditava nela. Ninguém acreditava nela. Lembrou-se de Cláudia.

- Pergunta pra Cláudia, mamãe. Ela viu o ursinho chorar.

Mas ao ver o pai abrir a boca para repreendê-la, arregalou os olhos e não disse mais nada. Nesse momento o ursinho chegou até ela, chorando.

- Viu, mamãe? Não falei que ele chora de verdade?

- De verdade o que, Maria? O que você falou que era de verdade?

- Que o ursinho chorava.

- Ah, o ursinho? Está sonhando de novo, filha? Vê se levanta logo da cama, que já tá quase na hora de ir pra escola. Se demorar, vai chegar atrasada de novo.

Somente então Maria acordou.

“Que pena”, pensou.

Descobriu que tudo não tinha passado de um sonho.

José Guimarães

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tio Petros e a Conjectura de Goldbach

Toda semana estaremos dando dicas de livros, filmes e sites interessantes relacionados à Educação.
Se você conhece algum, pode estar mandando para divulgarmos.


DICA DA SEMANA

Livro: Tio Petros e a Conjectura de Goldbach


Um livro extremamente interessante. Um matemático que por azar (como ele diz), acaba entregando sua vida a um problema que supostamente seria indemonstrável, e tudo para tentar conquistar o amor de uma mulher. Toda essa persistência acaba atraindo a atenção do sobrinho para o mundo da Matemática.
O livro mostra como a busca de um ideal pode isolar uma pessoa da sociedade, era o que acontecia com Petros; ele vivia para a Matemática, não tinha vida fora do espaço dos números. Quando o sobrinho desperta o interesse pela Matemática, Petros o entrega para demonstrar o Teorema da Conjectura de Goldbach, o que é um fracasso.
Anos depois ele explica porque fez com que o sobrinho desistisse da Matemática. Quando o tio revelou que ele não tinha conseguido resolver o problema, revoltado, simplesmente assinou o seu atestado de incompetência, declarando não ser futuramente um matemático, nem sequer teve a curiosidade de perguntar sobre a resolução.
No final da história fica aquela expectativa se enfim aos 80 anos, Petros consegue demonstrar o Teorema que todo número par maior que 2 é igual à soma de dois números primos.

Vale a pena ver também:

FILME: Coração Valente - Fala da independência da Escócia.


Marly Santos

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dia do Conto: João e Maria

Toda semana estaremos trazendo para as crianças um conto infantil. Serão estórias clássicas e algumas nem tão conhecidas. Dedicadas a todos que gostam de ler, sejam crianças ou adultos.
E nosso conto de hoje é dedicado a todos os alunos da Tia Carla.

Numa casa perto da floresta vivia um lenhador muito pobre. Ele tinha dois filhos: João e Maria.

A mãe das crianças havia morrido e o lenhador casara de novo com uma mulher malvada. Uma noite a mulher queixou-se ao lenhador:

- A comida acabou e estamos sem dinheiro para comprar mais. Só há um pouco de pão para dar às crianças amanhã cedo.

Precisamos abandonar os dois na floresta, pois não temos com que sustentá-los.

- Abandonar? - perguntou o lenhador assustado.

- Não pretendo fazer isto com meus filhos!

Mas a mulher, que era feiticeira, ameaçou transformar as crianças em sapos se o lenhador não concordasse.

João e Maria ouviram a conversa. Maria começou a chorar, com medo de ficar perdida na floresta.

No dia seguinte as crianças foram levadas para a floresta. João deixou cair pedacinhos de pão para marcar o caminho.


A madrasta abandonou as crianças num lugar longe. João não se preocupava, porque tinha marcado o caminho para voltar.

Mas, quando ele e Maria procuraram os pedacinhos de pão, nada encontraram: os passarinhos da floresta tinham comido tudo!

- Que vai ser de nós agora? - perguntou Maria, choramingando de medo.

- Vamos tratar de dormir. - disse João - Amanhã daremos um jeito de voltar para casa.

Durante três dias e três noites as crianças vagaram pela floresta, sem achar o caminho de casa. Onde havia uma casinha.

 


 A casinha era feita de pão-de-ló, com telhado de chocolate e janelas de pão-de-mel. João e Maria puseram-se a comer a casa, até que uma voz gritou lá de dentro:

- Quem rói minha casinha?

Mas, no dia seguinte, tudo mudou. A velha chamou os dois para irem ver o estábulo, e fechou João lá dentro!

Fique ai até virar um leitãozinho bem gordo para eu comer. - disse a velha, que era uma feiticeira.

- E você, - continuou a velha, falando com Maria – terá que cozinhar e fazer todo o serviço da casa!

Todos os dias a velha obrigava Maria a levar comida para o irmãozinho. Depois perguntava se João já tinha engordado. Como a velha não enxergava bem, Maria dizia que ele ainda estava muito magrinho.

A velha cansou de esperar que João engordasse.

Um dia resolveu esquentar bem o forno e disse para Maria:

- Vou assar pão. Ponha sua cabeça lá dentro para ver se o forno já está bem quente.

- Minha cabeça não cabe aí dentro! - respondeu Maria.

- Ora, cabe até a minha que é maior! - disse a velha.

Maria fingiu que não acreditava. Quando a velha meteu a cabeça no forno para mostrar como cabia, a menina deu-lhe um empurrão e fechou a velha lá dentro!

Depois, mais que depressa, pegou a chave do estábulo e correu a soltar o irmãozinho.

Maria contou a João que a velha escondia um tesouro embaixo da cama. Os dois puseram tudo num cofre e em seguida fugiram levando as riquezas da bruxa.

Depois de andar muito pela floresta, João e Maria chegaram em casa e encontraram o pai no quintal, chorando de saudade deles. Os três se abraçaram contentes por estar juntos novamente.

O pai contou então que a madrasta tinha caído no rio e morrera afogada. Assim os três nunca mais se separaram e viveram sempre felizes.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Conflitos na sala de aula

Conflitos, dentro ou fora da sala de aula, fazem parte das relações humanas. Às vezes, são maneiras que o aluno encontra para se expressar.
O assunto foi abordado anos atrás pela Revista Nova Escola. E tratava da importância de não se tomar partido nem dar castigo a nenhum dos envolvidos, principalmente quando houver agressão, deve-se buscar uma solução que satisfaça ambas as partes.
O ideal é trabalhar o problema com a turma e com os envolvidos em particular, para que a situação não se repita. É importante conversar com as duas partes separadamente e só depois colocá-los frente a frente.


Na hora da briga o melhor a fazer é:

- Separar os envolvidos do grupo;
- Não tomar partido;
- Conversar com cada um separadamente;
- Estimular o aluno a pensar no que o outro pode ter sentido;
- Perguntar o que ele poderia ter feito para evitar o conflito;
- Colocar os dois frente a frente e refazer as perguntas;
- Pedir sugestões para que o fato não aconteça mais.

Fonte: Revista Nova Escola, Dez/2003

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Você conhece o Soroban?


Com o passar do tempo, o homem inventou técnicas e aparelhos para fazer contagens e cálculos. O soroban é um desses. Criado no século XII, ele realiza as quatro operações. Manuseia-se o soroban movendo as contas nas varetas com os dedos.
As varetas indicam valores posicionais diferentes (unidades, dezenas, centenas etc.). Uma haste à esquerda de outra tem valor dez vezes maior do que esta última.
As contas acima da barra divisória vale 5 em sua posição e cada conta abaixo da barra tem valor de 1 em sua posição. Para marcar um número, não se usam as duas primeiras hastes (da esquerda para a direita), pois são reservadas para os décimos e centésimos dos números fracionários.
Todas as representações numéricas são feitas movendo as contas de cada haste em direção à barra transversal.
O seu uso melhora a concentração, memorização e o cálculo mental, além de ajudar no processamento de informações mais rapidamente.

Para conhecer um pouco mais sobre o soroban é só entrar nesse site:


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Diferença entre esfera, círculo e circunferência

Para quem ainda tem dúvidas do que é um círculo ou uma circunferência, vamos fazer uma pequena análise.

Coloque uma bola qualquer e um círculo recortado em cartolina sobre uma mesa com tampa bem plana.
O que se vê é que o círculo ficará totalmente encostado sobre a mesa, enquanto a bola, não.
Essa é a grande diferença entre o círculo e a esfera (bola). O círculo é uma figura plana que tem um centro e uma circunferência, como os discos e as bolachas. A esfera apresenta volume. É o que se chama de sólido geométrico.
E a circunferência?
É a linha que contorna todo círculo, a sua borda. Todos os pontos da circunferência de um círculo estão à mesma distância do centro. Essa distância é o raio.
Podemos citar vários exemplos de círculos, como CDs, bolachas, discos; de circunferências, temos o contorno dos anéis e aros; no caso das esferas, podemos lembrar das bolas e laranjas.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Como desenvolver o hábito da leitura entre as crianças


Não se formam bons leitores se eles não têm um contato íntimo com os textos. Há inúmeras maneiras de fazer isso: as crianças podem ler em silêncio, ou e voz alta, em grupo ou individualmente, ou mesmo pais e professores podem ler um texto para suas crianças.
Em muitas escolas a Língua Portuguesa ainda é ensinada de maneira formal, sem entusiasmo. Esse tipo de ensino não atende mais às necessidades da sociedade. Cada vez mais o aluno terá de compreender e escrever textos diferenciados, claros e criativos. Podem ser jornais, folhetos de propaganda, revistas, até embalagem de produtos trazem pequenos textos repletos de informações. O importante é que o material escrito apresentado aos alunos seja interessante e desperte a curiosidade das crianças. Textos literários e poesias também devem ser usados.

Em 2006, a revista CRESCER, publicou uma lista com os 55 títulos mais sugeridos para as crianças. São livros bem bacanas, alguns muito conhecidos pela turminha, pais e professores.
Veja alguns:

Reinações de Narizinho (vol.1 e 2), de Monteiro Lobato (Editora Globo) e ilustrações de Paulo Borges


Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias, de Ruth Rocha e ilustrações de Adalberto Cornavaca, (Editora Salamandra)
O livro tem três histórias: Marcelo, Marmelo, Martelo, Teresinha e Gabriela e Os Donos da Bola. Nelas, os leitores conhecem crianças que se deparam com reveses comuns no universo infantil, como a dificuldade de diálogo entre adultos e crianças. Os desenhos expressam a vivacidade e inocência que envolvem estas lições. A partir de 6 anos.

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (Cia das Letrinhas)

"Que graça tem um livro sem conversas ou figuras?" Assim começa a história de Alice, a menina que cai num poço e sai em outro mundo. Entre tantas, esta edição, contada por Ruy Castro e ilustrada por Laura Beatriz, foi citada pelos entrevistados como a melhor do clássico de 1862, primeiro grande título da Moderna Literatura Infantil. A partir de 9 anos.

Para ver os outros títulos é só acessar a página da Revista Crescer: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI4895-10534,00.html